quarta-feira, 11 de abril de 2012

Descobrir o desconhecido

Hoje eu acordei mais decidida. Ou seria mais forte?
Quando a gente sofre de amor são fases...
A fase de chorar vendo comercial na tv, ou porque sua mãe te fez uma pergunta que você não quer responder, ou até de andar na rua, de respirar. Porque dói. Dói demais ver o amor partir e não poder fazer nada pra mudar isso.
Depois vem a fase de viver intensamente, de querer provar pra ele e pra você mesma que tá tudo bem, que você pode ter tudo e todos que quiser. Baladas, baladas, beijos em desconhecidos, bebida, sorrisos, maquiagem, vestido, salto. O problema é que no fim da balada, no fim da noite você termina sem saber o porque de tudo isso, quando tudo o que você mais quer é um abraço, um beijo e um simples 'eu te amo' dele. Ai você deita na cama, sem nem lembrar como chegou ali, e sonha que nada mudou, que ele ainda tá lá com você e pra você.
E essa fase dura, pra muitos ela é eterna depois de uma grande decepção amorosa. Se auto-afirmar é necessário quando a auto-estima tá abaixo de zero. Até que algo te pare... Viver sem limite é doce. Ser de ninguém é tentador quando umas doses de tequila circulam em você. Até que você passa até do 'não limite' e isso te faz parar e rever tudo o que você fez.
Legal!
Quando eu queria ser de ninguém, eu estava gritando pro mundo que eu só quero ser sua. Quando eu queria te machucar indo em festas, ficando com outros caras, pra você ver o seu erro... eu só me machuquei, cada dia mais. Eu passei de limites que eu nunca imaginei passar.
Dizem que a gente só conhece verdadeiramente alguém na dor. E eu não me conhecia... Cheguei ao fundo do poço em arrependimento e vergonha por coisas que eu fiz, e do que isso me serviu? De absolutamente nada.
Você continua ai, longe, vivendo intensamente sua vida com todas aquelas que você não pode ter enquanto foi meu namorado.
Eu achei que quando ouvisse essas coisas de você eu experimentaria um pouco de morte. Mas não, eu experimentei um pouco de alivio... Porque no fundo eu sei que precisava ouvir essas coisas pra seguir em frente e parar de me iludir achando que ainda há chances, esperanças, histórias, ou o que quer eu pensava.
Irônico é olhar pra tatuagem que eu fiz com você e ver que a tradução dela nada mais era do q um presságio do que aconteceria... "VIVA E DEIXE MORRER".
Não sei que rumo minha vida vai tomar agora, não sei se um dia eu ainda vou querer saber de você, da sua vida, ou do amor que eu carinhosamente mato todos os dias. Mato não por falta de vontade, e sim por falta de opção e por saber que insistir em algo que não existe mais só vai matar aquilo que um dia existiu.
Não quero mais agressões, não quero mais xeretar na sua vida e tentar incansavelmente descobrir quem é aquela que vai me substituir. Pra mim, é indiferente... porque se eu me tornei substituível pra você, é porque não era importante demais. Quero o silencio, quero a melancolia, quero meu eu de volta.
Porque chorar não resolve os problemas apesar de aliviar muito a dor, procurar o que não se tem mais em outros corpos não vai te fazer esquecer ninguém apenas te machucar mais e te dizer em todas as vezes isso é errado.
Posso ter aprendido da pior forma possível, e da maneira mais lenta também. Mas uma vez aprendido, nunca mais esquecido.

E que assim seja!

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