domingo, 1 de setembro de 2013
Aqui deveria ter um titulo...
É você, sempre foi você... antes mesmo até de você existir pra mim. E esse tipo de certezas fazem a gente enlouquecer quando também percebe que por mais que seja você, não é agora que eu posso ter...
E a hora certa parece que vai durar segundos, e se eu perder...
Nesse tempo então vou tendo amostras de todo amor e de toda a dor que a mesma pessoa pode me proporcionar. Grandiosidades.
Só tanto amor pode causar tanta dor. Só tanto amor pode renunciar muitas coisas por um bem maior. Só muito amor pode calar meu lado desaforado e impaciente de ser. Só o amor... E é só amor?
domingo, 18 de agosto de 2013
Hoje eu chorei com o caminhão de gás.
Por: Tati Bernardi
A primeira coisa que eu vi quando abri os olhos foi a minha cachorrinha me espiando triste do corredor, eram quatro da manhã e eu já sabia que não iria dormir mais. Meu sono é interrompido de duas em duas horas por um pânico horrível que paralisa meus órgãos e só deixa viva a bile que toma todo o meu corpo e me faz querer vomitar até virar do avesso. Eu arregalo os olhos para o teto, fecho minhas mãos com uma força que quase faz com que minhas unhas cortem minhas palmas e deixo a onda da dor vir, ela me sacode inteira, me joga numa profundidade sem som e me afoga por completo. Abro as janelas porque preciso de ar, mas nunca tem ar para meu pulmão afogado. Coloco o santinho que meu avô me deu no peito e peço a ele: você já morreu por amor, não deixe acontecer o mesmo comigo. Amar dói tanto que você volta a lembrar que existe algo maior, você se lembra de Deus, você se lembra de vida após a morte. Amar dói tanto que você fica humilde e olha de verdade para o mundo, mas ao mesmo tempo fica gigante e sente a dor da humanidade inteira. Amar dói tanto que não dói mais, como toda dor que de tão insuportável produz anestesia própria. Você apela pra todo e qualquer santo, pra cartomante, pra ex-namorado, pra tarólogo, astrólogo, psicólogo, numerólogo, amigo e apela até pra inimigo. Qualquer um, pelo amor de Deus, tire essa dor de mim. Não adianta, não vou dormir mais. Mas vou fazer o que então? Minha cama me lembra você, minha cachorra me lembra você, beber água me lembra você, viver me lembra você. Vou me levantar agora e ir para onde? Tomar banho? Tomar café? Não tenho nenhuma vontade de existência, seja de vaidade ou gula. Só quero ficar deitada, mas ficar deitada também dói. O mundo não tem posição confortável pra mim, aonde vou, essa merda de dor horrível vai junto. Chorar não adianta, eu seco de tanto chorar e não passa. Ver TV, falar ao telefone, dançar, gritar, escrever, abraçar minha mãe, tomar suco de manga… nada adianta. Eu sei, eu sei, o eterno clichê “isso passa”. Passa sim e, quando passar, algo muito mais triste vai acontecer: eu não vou mais te amar. É triste saber que um dia vou ver você passar e não sentir cada milímetro do meu corpo arder e enjoar. É triste saber que um dia vou ouvir sua voz ou olhar seu rosto e o resto do mundo não vai desaparecer. O fim do amor é ainda mais triste do que o nosso fim. Meu amor está cansado, surrado, ele quer me deixar para renascer depois, lindo e puro, em outro canto, mas eu não quero outro canto, eu quero insistir no nosso canto. Eu me agarro à beiradinha do meu amor, eu imploro pra que ele fique, ainda que doa mais do que cabe em mim, eu imploro pra que pelo menos esse amor que eu sinto por você não me deixe, pelo menos ele, ainda que insuportável, não desista. Minha cachorra pede um biscoitinho, aí eu choro porque eu lembro que você adorava dar biscoitinho para ela. Está sol, e eu choro porque você ficava feliz com o sol e você feliz era tão perfeito que eu tinha medo. Aí eu vou escovar meus dentes e choro porque você tirava sarro da minha escova elétrica, depois eu faço xixi e choro porque a gente tinha liberado o xixi de portas abertas. Eu abro o guarda-roupas e choro porque eu não quero ficar bonita, eu não quero dar a volta por cima, eu não quero ficar bem pra você ver que eu estou bem e quem sabe ter saudades. Choro porque acho ridículo os jogos da vida, qualquer coisa é ridícula perto desse amor que é tão simples e óbvio. Quando finalmente eu consigo me arrumar em meio a esse rio de lágrimas, eu choro porque o caminhão do gás passou e aquela musiquinha idiota, mais algumas crianças berrando na quadra lá embaixo e mais dois passarinhos cantando na minha janela, me lembram que a rotina, a alegria e a pureza ainda existem, apesar de você não estar mais aqui. Nada, nada aconteceu para o mundo. E eu me sinto minúscula e sozinha por não ter a cumplicidade da vida lá fora, por não ter um minuto de silêncio pela nossa morte, por ter que sentir tudo isso sozinha, entre escovas de dentes, xixis e roupas dobradas e cheirosas. Odeio a ordem de tudo, odeio a funcionalidade de tudo, odeio que a TV ligue, que o telefone toque, que meu estômago peça comida, que japonesas riam fora de hora, que meu carro corra, que a bola quique duas vezes antes e, principalmente, que você, não muito longe daqui, sorria. Dirijo até meu trabalho sem nada dentro de mim a não ser um monstro parasita que se alimenta do meu desespero, nenhum farelo de comida. Meu lado da frente está quase colando ao de trás, talvez na falta de você eu precise mesmo me juntar mais a mim mesma. Minha mesa está lá, meu lixo está lá, minha cadeira, a menina grande que fala igual a um homem, a gordinha solícita que não pára de me olhar até que eu olhe para ela, sorria e diga bom dia. Está tudo lá, mas você, mais uma vez, não está aqui. Vou para o banheiro e choro, que novidade? Mas dessa vez porque me olho no espelho, e isso também me lembra você. Eu era sua, a sua menina, a sua criança, a sua mulher, a sua escritora predileta, a sua parceira de dar risada de programas estúpidos que passam de madrugada na TV, a sua namorada sensível que tinha medo de vomitar e de amar demais, assim como você. A sua melhor amiga pra sentar num banco de praça e falar mal de todo mundo, pra perder um trem na Itália e ainda por cima sentar num chiclete fresco ou pra cuidar do nosso porquinho de pelúcia. Eu era a mulher que encaixava a cabeça nas suas costas e sabia que tinha nascido a partir de você, eu era a mulher que esperava sofridamente você voltar mas nunca deixou de te amar mesmo quando você ia. Todo mundo me fala que eu preciso ser minha, inclusive pra ser sua, mas eu não deixo de olhar para o espelho e ver uma metade de gente, uma metade de sonho, de sexo, de alegria e de futuro. Que se foda a auto-ajuda, que se fodam os livros com homens carecas, que se foda o terceiro olho (do cu?) e que se foda a psicologia: eu sou mesmo metade sem você e que se foda! Se antes de você aparecer eu já te amava, eu já te esperava, eu já sabia que você existia, como eu posso não te amar agora que você tem forma, sorriso, coração e nome?
sábado, 15 de junho de 2013
A culpa é das estrelas...
A culpa sempre foi das estrelas...
E se por acaso você acabou nesse blog, gosta de ler, pretende ler esse livro (o que eu recomendo e muito) não leia o que eu vou escrever. Vou falar muitas coisas sobre o livro.
Nunca escrevi uma resenha, mas de forma muito estranha esse livro me despertou essa vontade. Vi na livraria e comprei pra minha mãe pra não passar o dia das mãe em branco já que ela não queria nada... Dei de presente e no mesmo dia eu fui ver e ela já tava na metade do livro. Ela leu em 2 dias. E quando eu perguntei se o livro era bom ela disse 'é... lê'.
(nota: minha mãe é muito critica sobre livros, não me lembro dela dizer q nenhum seja muito bom).
Acabei deixando lá o livro, ela colocou na nossa biblioteca particular e eu continuei lendo o que eu estava (e estou) lendo - torre negra volume 5, lobos de calla - mas um belo dia não quis carregar peso porque esse livro pesa muito e fui atrás de algo mais leve. Tinha um monte de opções, mas peguei esse.
ENGOLI o livro, me prendeu do inicio ao fim. Do tipo de andar na rua lendo.
Hazel é uma paciente terminal com câncer de pulmão, eu trabalho em um hospital do câncer e convivo com isso e com a morte diariamente. Ela é uma adolescente, com todos os planos pra vida cortados e muitos dos pacientes do hospital já estão em idade avançada mas a ideia e o pensamento é o mesmo.
Descobrir o amor na sua forma mais pura e sem cobranças me fez talvez acreditar que nem tudo está perdido, que simples gestos valem mais do q mil palavras. Mas acima de tudo o mais importante é ter alguém te apoiando e te tratando como alguém normal.
Ninguém que tem alguma doença é anormal, talvez mais debilitado pra determinadas atividades, mas nada é impossível. Sonhos se realizam e quem sabe ir até a Alemanha seja apenas um detalhe. rs
Ela é sarcastica ao extremo, um fator que fez eu adora-la desde a primeira frase. Ela ama ler e seu livro preferido é algo como se fosse exclusivo dela e ao apresentar esse livro pro Augustus ela deu um voto de confiança a ele, e também fez um teste pra ver se ele realmente era o que parecia ser.
Eles não fazem absolutamente nada demais, mas preenchem o livro de uma forma unica, desperta curiosidade, de saber até onde vai... E mais, nos faz ficar apaixonados por eles.
Quando eles citam Anne Frank eu fiquei encantada, o diário dela é um dos meus livros favoritos, mesmo tendo sido escrito uns 70 anos atrás. E com certeza já inclui Amsterdã no meu roteiro de viagens, pra andar por onde eles andaram pra beber estrelas engarrafadas em um restaurante na beira do rio, e sim, pra visitar o museu de Anne Frank, parar na frente do video do pai da Anne e imaginar o beijo deles.
Confesso que esse livro foi meio previsivel, sabia que quem morreria seria o Augustus e não ela. (mal de quem lê muito, aprende a esperar as reviravoltas) Mas mesmo assim, foi lindo, foi surpreendente, foi surreal, foi sutil. Esse livro me lembrou certos valores, me deixou muito deprimida também, não pela história, e sim por ter acabado. É como o livro preferido dela, que acaba no meio de uma frase...
Esse livro acaba com muitas questões em aberto. Quantos anos ela viveu? Isaac arrumou outra namorada? Hazel continuou indo no grupo de apoio?
Não sei, enfim. Dá vontade de fazer a mesma coisa, escrever pro autor e perguntar essas questões não respondidas, mas do mesmo jeito dá vontade de deixar assim, pra história sempre viver na nossa cabeça, e imaginar os vários possíveis finais.
Pra mim, a frase do livro, que me fez pensar muito é que 'Alguns infinitos são maiores que outros'
E só de lembrar desses meus infinitos eu já valorizo mais a vida e agradeço por ao menos ter tido oportunidade de vive-los.
E pensando bem... a culpa não é das estrelas, a culpa é nossa.
E se por acaso você acabou nesse blog, gosta de ler, pretende ler esse livro (o que eu recomendo e muito) não leia o que eu vou escrever. Vou falar muitas coisas sobre o livro.
Nunca escrevi uma resenha, mas de forma muito estranha esse livro me despertou essa vontade. Vi na livraria e comprei pra minha mãe pra não passar o dia das mãe em branco já que ela não queria nada... Dei de presente e no mesmo dia eu fui ver e ela já tava na metade do livro. Ela leu em 2 dias. E quando eu perguntei se o livro era bom ela disse 'é... lê'.
(nota: minha mãe é muito critica sobre livros, não me lembro dela dizer q nenhum seja muito bom).
Acabei deixando lá o livro, ela colocou na nossa biblioteca particular e eu continuei lendo o que eu estava (e estou) lendo - torre negra volume 5, lobos de calla - mas um belo dia não quis carregar peso porque esse livro pesa muito e fui atrás de algo mais leve. Tinha um monte de opções, mas peguei esse.
ENGOLI o livro, me prendeu do inicio ao fim. Do tipo de andar na rua lendo.
Hazel é uma paciente terminal com câncer de pulmão, eu trabalho em um hospital do câncer e convivo com isso e com a morte diariamente. Ela é uma adolescente, com todos os planos pra vida cortados e muitos dos pacientes do hospital já estão em idade avançada mas a ideia e o pensamento é o mesmo.
Descobrir o amor na sua forma mais pura e sem cobranças me fez talvez acreditar que nem tudo está perdido, que simples gestos valem mais do q mil palavras. Mas acima de tudo o mais importante é ter alguém te apoiando e te tratando como alguém normal.
Ninguém que tem alguma doença é anormal, talvez mais debilitado pra determinadas atividades, mas nada é impossível. Sonhos se realizam e quem sabe ir até a Alemanha seja apenas um detalhe. rs
Ela é sarcastica ao extremo, um fator que fez eu adora-la desde a primeira frase. Ela ama ler e seu livro preferido é algo como se fosse exclusivo dela e ao apresentar esse livro pro Augustus ela deu um voto de confiança a ele, e também fez um teste pra ver se ele realmente era o que parecia ser.
Eles não fazem absolutamente nada demais, mas preenchem o livro de uma forma unica, desperta curiosidade, de saber até onde vai... E mais, nos faz ficar apaixonados por eles.
Quando eles citam Anne Frank eu fiquei encantada, o diário dela é um dos meus livros favoritos, mesmo tendo sido escrito uns 70 anos atrás. E com certeza já inclui Amsterdã no meu roteiro de viagens, pra andar por onde eles andaram pra beber estrelas engarrafadas em um restaurante na beira do rio, e sim, pra visitar o museu de Anne Frank, parar na frente do video do pai da Anne e imaginar o beijo deles.
Confesso que esse livro foi meio previsivel, sabia que quem morreria seria o Augustus e não ela. (mal de quem lê muito, aprende a esperar as reviravoltas) Mas mesmo assim, foi lindo, foi surpreendente, foi surreal, foi sutil. Esse livro me lembrou certos valores, me deixou muito deprimida também, não pela história, e sim por ter acabado. É como o livro preferido dela, que acaba no meio de uma frase...
Esse livro acaba com muitas questões em aberto. Quantos anos ela viveu? Isaac arrumou outra namorada? Hazel continuou indo no grupo de apoio?
Não sei, enfim. Dá vontade de fazer a mesma coisa, escrever pro autor e perguntar essas questões não respondidas, mas do mesmo jeito dá vontade de deixar assim, pra história sempre viver na nossa cabeça, e imaginar os vários possíveis finais.
Pra mim, a frase do livro, que me fez pensar muito é que 'Alguns infinitos são maiores que outros'
E só de lembrar desses meus infinitos eu já valorizo mais a vida e agradeço por ao menos ter tido oportunidade de vive-los.
E pensando bem... a culpa não é das estrelas, a culpa é nossa.
domingo, 5 de maio de 2013
domingo, 3 de fevereiro de 2013
E se o errado for a escolha certa?
Mudei.
Mudei de história. Mudei de rumo. Mudei de vida.
Mas principalmente mudei de idéia.
Quando as coisas vão acontecendo a gente percebe que ser radical demais não leva a nada. As vezes acontecem coisas (e pessoas) na nossa vida que nos levantam questionamentos sobre coisas que jamais julgamos ser necessárias. Ou que achamos que temos uma opinião formada.
Somos humanos. Erramos, acertamos, mas acima de tudo aprendemos. Aprendemos que o certo nem sempre é o melhor caminho, que o errado nem sempre é ruim. E que no meio de tudo isso sempre se leva algo, se evolui pra algo melhor (ou pior quem sabe).
Errando a gente pode achar a coisa mais certa que talvez possa acontecer na sua vida. E fazendo a coisa certa podemos cometer o maior erro de nossas vidas.
Irônico talvez.
Inseguro com toda certeza.
Mas que garantias se tem nessa vida?
Ser feliz deveria ser uma obrigação. Digo e repito. Ser feliz é uma obrigação!
Quem sabe talvez os caminhos pra felicidade sejam desgastantes, obscuros, perdidos mas ninguém deve desistir de tentar. E de se manter feliz. E de se descobrir.
Nossos medos não são maiores de que nossos sonhos, tudo é questão de acreditar.
E que nunca seja tarde pra que tudo isso aconteça.
Mudei de história. Mudei de rumo. Mudei de vida.
Mas principalmente mudei de idéia.
Quando as coisas vão acontecendo a gente percebe que ser radical demais não leva a nada. As vezes acontecem coisas (e pessoas) na nossa vida que nos levantam questionamentos sobre coisas que jamais julgamos ser necessárias. Ou que achamos que temos uma opinião formada.
Somos humanos. Erramos, acertamos, mas acima de tudo aprendemos. Aprendemos que o certo nem sempre é o melhor caminho, que o errado nem sempre é ruim. E que no meio de tudo isso sempre se leva algo, se evolui pra algo melhor (ou pior quem sabe).
Errando a gente pode achar a coisa mais certa que talvez possa acontecer na sua vida. E fazendo a coisa certa podemos cometer o maior erro de nossas vidas.
Irônico talvez.
Inseguro com toda certeza.
Mas que garantias se tem nessa vida?
Ser feliz deveria ser uma obrigação. Digo e repito. Ser feliz é uma obrigação!
Quem sabe talvez os caminhos pra felicidade sejam desgastantes, obscuros, perdidos mas ninguém deve desistir de tentar. E de se manter feliz. E de se descobrir.
Nossos medos não são maiores de que nossos sonhos, tudo é questão de acreditar.
E que nunca seja tarde pra que tudo isso aconteça.
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