sábado, 15 de junho de 2013

A culpa é das estrelas...

A culpa sempre foi das estrelas...
E se por acaso você acabou nesse blog, gosta de ler, pretende ler esse livro (o que eu recomendo e muito) não leia o que eu vou escrever. Vou falar muitas coisas sobre o livro.




Nunca escrevi uma resenha, mas de forma muito estranha esse livro me despertou essa vontade. Vi na livraria e comprei pra minha mãe pra não passar o dia das mãe em branco já que ela não queria nada... Dei de presente e no mesmo dia eu fui ver e ela já tava na metade do livro. Ela leu em 2 dias. E quando eu perguntei se o livro era bom ela disse 'é... lê'.
(nota: minha mãe é muito critica sobre livros, não me lembro dela dizer q nenhum seja muito bom).
Acabei deixando lá o livro, ela colocou na nossa biblioteca particular e eu continuei lendo o que eu estava (e estou) lendo - torre negra volume 5, lobos de calla - mas um belo dia não quis carregar peso porque esse livro pesa muito e fui atrás de algo mais leve. Tinha um monte de opções, mas peguei esse.
ENGOLI o livro, me prendeu do inicio ao fim. Do tipo de andar na rua lendo.

Hazel é uma paciente terminal com câncer de pulmão, eu trabalho em um hospital do câncer e convivo com isso e com a morte diariamente. Ela é uma adolescente, com todos os planos pra vida cortados e muitos dos pacientes do hospital já estão em idade avançada mas a ideia e o pensamento é o mesmo.
Descobrir o amor na sua forma mais pura e sem cobranças me fez talvez acreditar que nem tudo está perdido, que simples gestos valem mais do q mil palavras. Mas acima de tudo o mais importante é ter alguém te apoiando e te tratando como alguém normal.
Ninguém que tem alguma doença é anormal, talvez mais debilitado pra determinadas atividades, mas nada é impossível. Sonhos se realizam e quem sabe ir até a Alemanha seja apenas um detalhe. rs
Ela é sarcastica ao extremo, um fator que fez eu adora-la desde a primeira frase. Ela ama ler e seu livro preferido é algo como se fosse exclusivo dela e ao apresentar esse livro pro Augustus ela deu um voto de confiança a ele, e também fez um teste pra ver se ele realmente era o que parecia ser.
Eles não fazem absolutamente nada demais, mas preenchem o livro de uma forma unica, desperta curiosidade, de saber até onde vai... E mais, nos faz ficar apaixonados por eles.
Quando eles citam Anne Frank eu fiquei encantada, o diário dela é um dos meus livros favoritos, mesmo tendo sido escrito uns 70 anos atrás. E com certeza já inclui Amsterdã no meu roteiro de viagens, pra andar por onde eles andaram pra beber estrelas engarrafadas em um restaurante na beira do rio, e sim, pra visitar o museu de Anne Frank, parar na frente do video do pai da Anne e imaginar o beijo deles.

Confesso que esse livro foi meio previsivel, sabia que quem morreria seria o Augustus e não ela. (mal de quem lê muito, aprende a esperar as reviravoltas) Mas mesmo assim, foi lindo, foi surpreendente, foi surreal, foi sutil. Esse livro me lembrou certos valores, me deixou muito deprimida também, não pela história, e sim por ter acabado. É como o livro preferido dela, que acaba no meio de uma frase...
Esse livro acaba com muitas questões em aberto. Quantos anos ela viveu? Isaac arrumou outra namorada? Hazel continuou indo no grupo de apoio?
Não sei, enfim. Dá vontade de fazer a mesma coisa, escrever pro autor e perguntar essas questões não respondidas, mas do mesmo jeito dá vontade de deixar assim, pra história sempre viver na nossa cabeça, e imaginar os vários possíveis finais.


Pra mim, a frase do livro, que me fez pensar muito é que 'Alguns infinitos são maiores que outros'
E só de lembrar desses meus infinitos eu já valorizo mais a vida e agradeço por ao menos ter tido oportunidade de vive-los.


E pensando bem... a culpa não é das estrelas, a culpa é nossa.



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